Arquivo do mês: setembro 2010

Marcel Duchamp

Artista francês, Marcel Duchamp (1887-1968) é uma das mais importantes e influentes figuras da arte moderna. É também o introdutor da idéia de ready made como objeto de arte. O artista é conhecido por “antes e depois de sua arte”, visto o quanto foi revolucionário e visionário. Com grande inspiração expressionista, impressionista e cubista, suas obras foram tidas muitas vezes como “anticriações”. O quadro Nu descendo a escada, que tem a ideia de uma pessoa descendo uma escada, foi duramente criticado pelos artistas cubistas da época, por considerar-se profundamente irônico às propostas mostradas por eles. É, portanto, como escultor que Duchamp conseguiu grande fama.

Com Duchamp também nasceu a idéia de que uma obra necessita da interpretação do espectador e, sem ela, não está completa. Ele não se satisfazia mais em ter suas obras apenas para admiração visual: queria estimular uma troca de interpretações com o admirador de suas peças.

O artista mostra que suas peças não tem o objetivo de mostrar beleza. Estava interessado em colocar uma coisa já existente à disposição das pessoas enxergarem de outra forma: Aí estão os ready made.


Duchamp foi o pioneiro na arte dos ready made, que é um objeto, primeiramente não artístico, transferido para as artes. Ao invés de trabalhá-los, o artista colocava um objeto que antes não tinha nenhum valor artístico e, “já prontos”, os exibia como suas obras.

Duchamp afirmaria mais tarde que “será arte tudo o que eu disser que é arte”, ou seja, tudo o que consideramos arte até hoje só assim é chamada porque alguém disse.  Assim, um urinol ou uma roda de bicicleta também seriam considerados arte, já que foram propostos novos modos de olhá-los.

Marcel Duchamp deixou um legado gigantesco, influências para o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo abstrato, entre outros. Muito do que vemos na arte de hoje tem características herdadas do artista e acredito que ainda o veremos como influenciador por muitos anos.

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Born to run!

Bom, como atividade 2b, teria que escolher uma Dica Cultural de algum dos meus amigos da sala. A minha escolhida foi a Gabriela Ferreira e a música é Born to Run, do Bruce Springsteen.

Sinceramente, já havia ouvido uma outra música dele e achado legal, mas nunca me aprofundado em conhecer. Depois de olhar os blogs de várias pessoas, parei para ouvi-la e adorei!

Aí está: Born to Run – Bruce Springsteen.

Confira o blog dela aqui!

The blue eyes

Cantor e ator, Francis Albert Sinatra nasceu em New Jersey, nos Estados Unidos. Filho de imigrantes italianos, nunca estudou música formalmente, mas desenvolveu um estilo altamente sofisticado que, mais tarde, seria admirado por grandes nomes da música.

Frank Sinatra começou sua carreira como cantor em clubes de seu estado natal e marcou presença constante em diversas estações de rádio. Em 1938 ele venceu um concurso de rádio e se tornou mestre oficial de cerimônias de um clube conhecido como The Rustic Cabin. A partir daí, não tardou para que fosse publicamente revelado e convidado para se tornar membro da então célebre orquestra de Tommy Dorsey. Seu estilo era completamente informal, mas ao mesmo tempo muito requintado. Sua vocação para emitir notas longas, sem mesmo parar para respirar, impressionava a todos e contribuiu para que ele se tornasse um sucesso imediato em todo o mundo.

Sinatra também teve sua fama no cinema, com mais de 50 filmes em seu currículo. Manteve também, ao longo de diversos anos, um show televisivo, chamado TV Sinatra. Na década de 90 ele levou adiante sua carreira, investindo em shows e gravações, no lançamento de diversos duetos, que eram transmitidos através dos melhores recursos tecnológicos da época. O cantor era um grande admirador da Bossa Nova e cantou ao lado de Tom Jobim a eterna “Garota de Ipanema”.

Além de tudo, o cantor e ator teve uma grande participação na política do país, especialmente na campanha de Franklin Roosevelt. Mais tarde foram revelados esquemas que ele estaria envolvido com a máfia e o crime organizado para favorecer a eleição do presidente.

Conhecido como “A voz”, Frank Sinatra nunca deixou de vender seus discos, nem em meio a escândalos. O inesquecível cantor aposentou-se aos 80 anos, já com a saúde bastante debilitada e morreu três anos mais tarde, em 1998, em Los Angeles, vítima de um ataque cardíaco.

Abaixo, a música “Strangers in the Night”, que ficou famosa em 1966 na voz de Frank Sinatra.

Fonte: http://www.infoescola.com/biografias/frank-sinatra/

Blondie

Bom, como primeiro post da dica cultural, que seria uma banda ou um cantor de até 1979, vou falar da banda Blondie.

O blondie é uma banda dos Estados Unidos e foi formada em 1975. No começo da carreira, a banda se chamava Angel and The snakes, porém os integrantes mudaram o nome para blondie inspirados nos comentários dos caminhoneiros que, quando viam Debbie passar, gritavam: “Hey, blondie!”.

Aí está o foco do grupo: Sua sexy e loira vocalista. As performances ousadas e a presença de palco de Debbie sempre chamaram a atenção nas performances ao vivo.

A banda foi pioneira nos gêneros new wave e punk rock. O primeiro álbum, lançado em 1976 fez grande sucesso no Reino Unido e na Austrália; nos Estados Unidos, sua terra natal, ficaram um bom tempo no underground. Só com o lançamento de “Parallel Lines”, terceiro álbum da banda é que alcançaram sucesso mundial.

Nesse álbum está o hit “Heart of Glass”, uma das mais conhecidas músicas da banda:

Eu escolhi essa banda porque, apesar de serem da década de 70, o som que eles tocam é super atual. Várias bandas do estilo new wave que estão aparecendo hoje em dia tem um estilo muito parecido com o deles.

A fome de um artista

As novidades que presenciamos hoje, no mundo contemporâneo, são um grande exemplo de como tudo surge com grande intensidade na mídia e, pouco depois, ao aparecer algo tão interessante quanto o anterior (ou mais), são esquecidos.

Os produtos tecnológicos chegam às lojas e logo são substituídos, pois produtos mais modernos chegaram e estão chamando a atenção dos consumidores.

Franz Kafka nos mostra o mesmo no conto “Um artista da fome”, escrito na década de 20 e que remete a mesma realidade encontrada hoje. O faquir, que mostra sua arte de jejuar, durante 40 dias e 40 noites, vê que o público não tem mais o mesmo interesse e que as outras atrações do circo chamam mais atenção do que sua habilidade.

“Porque eu não pude encontrar o alimento que me agrada. Se eu tivesse encontrado, pode acreditar, não teria feito nenhum alarde e me empanturrado como você e todo mundo. Estas foram suas últimas palavras, mas nos seus olhos embaciados persistia a convicção firme, embora não mais orgulhosa, de que continuava jejuando.”

KAFKA, Franz. “Um artista da fome”.

Kafka também mostra que o artista jejuava por não encontrar um alimento que o satisfizesse. Mas, o que é esse alimento que fala o artista? Ele tem fome de atenção, de poder, de fama. Quando se viu esquecido, sem seus admiradores, decidiu que jejuaria, então, para sempre.

No mesmo caso que presenciamos com a tecnologia de hoje, a sociedade também se acostumou em ver a habilidade do artista de passar fome e a fez tornar-se mais uma coisa banal, do dia-a-dia.

O autor expõe também, em outras de suas obras, o conflito do homem cotidiano. Em “A Metamorfose”, Gregor Samsa acorda pela manhã e percebe que virou um inseto, tendo que continuar sua vida daquele jeito. A alteração do personagem do conto não é só física, mas, a partir daí, torna-se uma alteração de atitudes, sentimentos e opiniões.

Os textos de Franz Kafka mostram a alienação do homem moderno, os conflitos existenciais sofridos pelo homem de hoje, retratando o absurdo do mundo de forma irônica. Os personagens não conhecem seus objetivos, procuram um motivo para sua existência e, por fim, acabam sós, envolvidos numa situação que não planejaram, pois todas as suas frustrações se viraram contra eles. Por isso, na obra kafkiana é muito comum encontrar temáticas sobre a solidão, os delírios que o mundo moderno causa no homem e a paranóia da qual eles enfrentam.