Cinema clássico x Cinema moderno

1895 é o ano que, segundo críticos e historiadores, o cinema foi criado. Desde essa data diversos gêneros surgiram, mas foi com o Cinema Clássico americano que a indústria cinematográfica despontou.

Enquanto os demais países estavam se preparando para a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos desenvolve imensamente o cinema enquanto indústria e o torna a principal forma de entretenimento de massa. O cinema clássico americano constituiu a maioria das características da linguagem cinematográfica. Segundo Adriano Medeiros da Rocha, “(…) a partir de então, poderíamos denominar de clássico aquele período em que se criaram as principais regras do cinema” ¹.

As principais características do cinema clássico eram a forma com que suas histórias eram sempre marcadas pelo início, meio e fim (sempre com o tradicional final feliz), possuía uma realidade ilusória de um mundo de magia e encantamento e funcionavam como uma forma de escapismo da chata realidade para um novo mundo.

Os estúdios americanos faziam grandes investimentos para tornar tudo o mais real possível, fisgando o espectador, que logo se viu preso a este estilo de fazer cinema.

Porém, com o fim das guerras mundiais, novas ideias surgiram na cabeça dos cineastas europeus da época e a forma de produção norte-americana foi perdendo sua hegemonia.

Surgiram então os movimentos pós-guerra, que contestavam o jeito ilusionista do cinema da época e propunha renovações. Queriam que o cinema mostrasse a verdadeira realidade do povo que, naquele momento, via-se arrasado pelas batalhas. É aí que, como exemplo, temos o Neo-realismo italiano.

Os cineastas saem dos estúdios paras mostrar as ruas e trocam os heróis Hollywoodianos por homens simples e comuns, não profissionais. Com temáticas contestadoras, os filmes retratam o dia-a-dia do proletariado e da pequena burguesia.

(Roma, cidade aberta. Roberto Rosselini, 1945)

 

A Nouvelle Vague francesa também é um movimento pós-guerra que busca a renovação da linguagem cinematográfica. Em 1957, um grupo de jovens propõe um cinema de baixo custo que seja diferente do cinema de estúdio e dos padrões narrativos. A Nouvelle Vague, diferente do Neo-realismo, não se volta para a situação social do país, mas sim para as questões existenciais dos personagens.

(Acossado. Jean-Luc Godard, 1959)

 

Os cineastas modernos difundiram novos valores e concepções e tiraram aquela estrutura tradicional do cinema clássico, misturando realidade e ficção e pregando uma maior liberdade narrativa.

¹ – Trecho do texto “Construindo o Cinema Moderno”, de Adriano Medeiros Rocha, p. 2

 

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