Haring

Keith Haring é um dos maiores nomes das artes plásticas da década de 80. Depois da atenção voltada para o neo-expressionismo no fim da década de 1970, agora, na década de 80, era a vez de o grafite ter essa atenção.

Segundo Edward Lucie-Smith: “Ela [a arte do grafite] transferiu os sinais e símbolos que já adornavam (ou desfiguravam, dependendo do ponto de vista) o metrô de Nova York às paredes das galerias comerciais de arte, e dalí aos museus e lares opulentos. O Grafite parecia ser uma continuação legítima da arte pop.”

Keith mudou-se para Nova Iorque em 1978 e, matriculado na School of Visual Arts (SVA), conheceu uma comunidade artística que se desenvolvia fora do eixo das galerias e dos museus, e sim nas ruas, nos metrôs e nos clubes noturnos de dança. Tomado pela energia dessa cena artística, Haring desenvolveu uma arte gráfica baseada em traços grossos, onde seus personagens pareciam sempre estar em movimentos, além das cores vibrantes.

Enquanto estudava na SVA, Keith fez colagens, performances, instalações; mas nunca deixou o desenho de lado. No ano de 1980, o artista teve a idéia de desenhar com giz nos painéis vazios de publicidade, que ficavam cobertos por um papel preto, do metrô de Nova Iorque. Haring produziu centenas de desenhos ao longo do percurso do metrô, ficando assim conhecido pelas pessoas que faziam o trajeto no dia a dia.

Entre 1980 e 1989 Keith atingiu reconhecimento internacional. Durante esse período, participou de bienais e pintou diversos murais pelo mundo, um deles no muro de Berlin, três anos antes de ser derrubado.

Alguns dos desenhos do artista possuíam temáticas sexuais e homo-eróticas.

Haring foi diagnosticado com AIDS em 1988 e, no ano seguinte, criou a Keith Haring Foundation, fundação que levantava fundos em prol das crianças portadoras do vírus HIV. A partir de então, Keith dedicou os últimos anos de sua vida com obras voltadas a conscientização e o ativismo a respeito da AIDS.

Keith Haring dedicou, durante sua carreira, muito de suas obras a locais públicos, que quase sempre continham mensagens sociais. Muitas dessas obras eram direcionadas para orfanatos, creches e hospitais.

 

Tuttomondo (1989). Mural em igreja, na Itália, dedicado à paz mundial.

Keith morreu aos 31 anos, deixando sua arte espalhada pelos muros do mundo. E, para mostrar que o artista ainda é e será referência de muitos outros artistas, uma foto da obra do grafiteiro inglês Banksy, que fez uma homenagem em um muro da periferia de Londres. A obra se chama “Haring dog”.

Referências:
LUCIE-SMITH, Edward. Os movimentos artísticos a partir de 1945. Cap.8 Os Estados Unidos – da década de 1970 à década de 1990. SP: Martins Fontes, 2006.
http://www.keithharing.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Keith_Haring
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