Arquivo da categoria: Atividade cultural

Murilo Rubião

Murilo Eugênio Rubião nasceu em 1º de junho de 1916 em Carmo de Minas, Minas Gerais. O escritor era formado em direito, mas o jornalismo sempre o fascinou. Foi redator da Folha de Minas e diretor da Rádio Inconfidência.

No ano de 1947 lançou seu primeiro livro de contos, intitulado “O ex-mágico”, porém este não teve grande repercussão na época. Depois daí, ingressou na política, trabalhando como assessor, até que, em 1951 tornou-se chefe de gabinete do então governador Juscelino Kubitschek.

Em 1966 foi escolhido para organizar o caderno literário do jornal Estado de Minas Gerais, que acabou se tornando um dos melhores órgãos da imprensa cultural do país. Foi então que, em 1974, Rubião ganhou fama ao publicar “O Pirotécnico Zacarias” e, a partir daí, suas obras ficaram conhecidas como uma das maiores manifestações da literatura fantástica no Brasil.

A literatura fantástica foi iniciada no Brasil pelo também livro do escritor “O ex-mágico”. Nesse gênero literário são valorizados os acontecimentos surreais e inexplicáveis, que causam estranhamento nas pessoas. O autor busca um questionamento da realidade com as situações absurdas dos seus contos. Podemos até comparar os contos de Murilo Rubião com os de Franz Kafka, também utilizador de uma literatura Fantástica. Mário de Andrade já dizia do escritor: “Ele possui o mesmo dom de um Kafka. A gente não se preocupa mais, é preso pelo conto, vai lendo e aceitando o irreal como se fosse real, sem nenhuma reação mais”. ¹

O conto “O Pirotécnico Zacarias” conta a história de Zacarias, que morreu atropelado, mas continua, como defunto, andando pelas ruas, vivendo. No trecho em que os jovens que o atropelaram estão decidindo o que fazer com o corpo, o defunto resolve dar sua opinião, dizendo que não quer ser jogado do penhasco e ser esquecido ali, pois assim seu nome não apareceria nas manchetes dos jornais. Os rapazes, então, decidem levá-lo junto com eles e Zacarias continua entre os vivos, porém, morto.

“No passar dos meses, tornou-se menos intenso o meu sofrimento e menor a minha frustração ante a dificuldade de convencer os amigos de que o Zacarias que anda pelas ruas da cidade é o mesmo artista pirotécnico de outros tempos, com a diferença de que aquele era vivo e este, um defunto.”

O escritor usa para relatar esses acontecimentos uma linguagem surpreendentemente clara e simples. A leitura nos prende e, como disse Mario de Andrade, é incrível como lemos um conto totalmente fantástico sem se preocupar, aceitando a irrealidade como se fosse real.

“Só um pensamento me oprime: que acontecimentos o destino reservará a um morto se os vivos respiram uma vida agonizante? E a minha angústia cresce ao sentir, na sua plenitude, que a minha capacidade de amar, discernir as coisas, é bem superior à dos seres que por mim passam assustados.”

O conto pode ser lido AQUI.

¹: Trecho retirado do site: http://www.infoescola.com/biografias/murilo-rubiao/
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Murilo_Rubi%C3%A3o
http://www.infoescola.com/biografias/murilo-rubiao/

Beuys

Joseph Beuys nasceu na Alemanha em 1921 e é considerado um dos maiores artistas europeus do século XX. Beuys decidiu seguir carreira na medicina, mas, com a explosão da Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Força Aérea Alemã. Após a guerra, o artista foi estudar na escola de arte d Düsseldorf e, em 1961 tornou-se professor de escultura da academia. Em 1972 Beuys insistiu que suas aulas deveriam ser abertas a quem tivesse interesse em assisti-las, mas acabou sendo demitido por isso. Seus alunos protestaram pela saída do professor, que conseguiu o direito de continuar seu ateliê nas dependências da escola, mas não conseguiu seu cargo de volta.

Joseph Beuys produziu em vários meios, tais como vídeo, instalação, escultura e performance. Foi nessa última que, ao conhecer o movimento Fluxus e as performances do grupo, Joseph seguiu uma nova direção, voltada para esse gênero.

Uma de suas obras performáticas é a “I like America and America likes me”.

 

“I like America and America likes me” (1974)

O artista viajou até os Estados Unidos da América e ficou por alguns dias envolvido em feltro numa sala com um coiote, que é considerado um símbolo mágico por alguns povos indígenas norte-americanos. Apesar de ter viajado até os EUA, Beuys não visitou nenhum lugar nem pisou em solo americano.

 

"A Matilha" (1969)

A obra acima chama-se “A Matilha” (1969). A instalação contém uma Kombi e 24 trenós de madeira contendo feltro, gordura e lanternas. Há certa predominância de feltro e gordura nas obras de Beuys. Há um mito que diz que, quando o artista era da Força Aérea, o avião no qual ele viajava foi alvejado e caiu. Beuys foi resgatado e teria sido salvo por ser tratado com ervas e coberto por feltro e gordura. Não se sabe se essa história é realmente verdadeira, mas faz parte do mito que envolve sua figura.

Samuel Beckett

Considerado um dos principais escritores do século XX, o também dramaturgo, romancista e poeta irlandês Samuel Beckett marcou sua geração com um experimentalismo radical. Conhecido como um dos criadores do teatro do absurdo (obras que tinham um tratamento de forma inusitada da realidade) Beckett terminou seus estudos universitários, e viajou para paris, onde conheceu James Joyce, que também é romancista, contista e poeta e é conhecido como um dos autores de maior relevância no século XX. O escritor virou grande admirador de Joyce e sua obra futura possui forte influencia dele.

Em 1930 publicou seu primeiro poema, chamado “Whoroscope”, e algum tempo depois o seu famoso ensaio de Proust. Samuel Beckett viveu entre Dublin, Londres e Paris durante alguns anos até, em 1937, finalmente se estabelecer em Paris. Foi ali que, no inicio da Segunda Guerra Mundial, Beckett juntou-se à Resistência Francesa, acompanhado de sua esposa Suzanne Deschevaux-Dusmenoil e refugiou-se no sul da França, onde continuou escrevendo a novela “Watt”. A partir de então, Samuel abandona o inglês para escrever suas obras em francês e inicia aqueles que serão seus anos mais produtivos.

Em 1953 estréia “Waiting for Godot, a peça que trouxe reconhecimento público ao escritor tanto dentro quanto fora da França. Em 1969 Samuel Beckett é premiado com o Nobel de Literatura e, de 1970 em diante, começa sua fase menos produtiva, mas ainda com alguns projetos na televisão e no teatro.

Em 1986 o poeta começa a ficar gravemente doente e, no final de 1989, vem a falecer, apenas 5 meses depois de sua esposa.

 

Fontes:

http://www.bienalmercosul.art.br/7bienalmercosul/en/samuel-beckett

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_do_absurdo

Rouxinol brasileiro

Como atividade de indicação dessa semana, deixo para vocês o blog da Mariana Bolsoni, que fala da cantora Dalva de Oliveira.

Depois de conhecê-la melhor, fui até o youtube para ouvir alguns dos seus sucessos e me encantei com a música “Hino ao Amor”. Já havia ouvido ela na voz da cantora Maysa e me admirei mais ainda ao ouvir na voz de Dalva.

Passem lá e conheçam toda a história da cantora:

http://uncoverart.wordpress.com/

Anos de ouro

Nas décadas de 40 e 50, auge da era do rádio no Brasil, surge duas musas capazes de gerar até rivalidade entre seus fãs: Marlene e Emilinha Borba.

Marlene, nascida com o nome de Victória Bonaiutti de Martino, começou sua carreira na rádio Tupi e, para esconder de sua família que não aprovava o envolvimento na carreira artística, escondeu sua verdadeira identidade.

Com a desaprovação de sua família, ela foi para o Rio de Janeiro e começou a cantar em um cassino e depois em uma boate, mas foi no rádio que ela conseguiu sucesso.

Emilinha Borba, também contrariando um pouco a vontade de sua mãe, ainda menina apresentava-se em diversos programas de auditório e de calouros.

Cantando de rádio em rádio daquela época, formou a dupla “As Moreninhas”, juntamente com Bidú Reis, porém, a dupla duraria pouco e Emilinha passou a cantar sozinha e foi contratada de Imediato pela Rádio Mayrink Veiga. Mas foi na Rádio Nacional, em 1942, que ela alcançou o auge de sua carreira.

As Rainhas do Rádio

Emilinha Borba era, nessa época, a maior estrela da Rádio Nacional e também vencedora por anos consecutivos do concurso Rainha do Rádio.

No ano de 1949, Emilinha mais uma vez era dada como vencedora desde o início do concurso, porém, quem ganhou de forma espetacular foi Marlene. Esta recebia o apoio da empresa Companhia Antarctica Paulista, que estava prestes a lançar um novo produto no mercado e, com a popularidade do concurso, pretendia usar a imagem de Marlene como propaganda. Em troca, ela ganhou um cheque em branco, para que pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Marlene foi eleita com mais de 500.000 votos, Ademilde Fonseca ficou em segundo lugar e Emilinha em terceiro. Assim, originou-se uma grande rivalidade entre os fãs das duas cantoras, que, na verdade, gerou uma grandiosa popularidade para ambas as cantoras pelo país.

Confira abaixo as famosas marchinhas nas vozes das musas:

Emilinha Borba

Marlene

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marlene_(cantora)

http://www.emilinhaborba.com.br/ebbio2.htm

The Duke

Hoje, minha indicação musical me fez conhecer um cantor fabuloso. No blog da colega Ohana, ouvi a música “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got That Swing)” do cantor Duke Ellington e adorei!

Acompanhado por uma orquestra sensacional, a música da até vontade de dançar, de tão envolvente.

Confiram a biografia do cantor no blog dela! http://partedocontexto.wordpress.com/

Born to run!

Bom, como atividade 2b, teria que escolher uma Dica Cultural de algum dos meus amigos da sala. A minha escolhida foi a Gabriela Ferreira e a música é Born to Run, do Bruce Springsteen.

Sinceramente, já havia ouvido uma outra música dele e achado legal, mas nunca me aprofundado em conhecer. Depois de olhar os blogs de várias pessoas, parei para ouvi-la e adorei!

Aí está: Born to Run – Bruce Springsteen.

Confira o blog dela aqui!