Samuel Beckett

Considerado um dos principais escritores do século XX, o também dramaturgo, romancista e poeta irlandês Samuel Beckett marcou sua geração com um experimentalismo radical. Conhecido como um dos criadores do teatro do absurdo (obras que tinham um tratamento de forma inusitada da realidade) Beckett terminou seus estudos universitários, e viajou para paris, onde conheceu James Joyce, que também é romancista, contista e poeta e é conhecido como um dos autores de maior relevância no século XX. O escritor virou grande admirador de Joyce e sua obra futura possui forte influencia dele.

Em 1930 publicou seu primeiro poema, chamado “Whoroscope”, e algum tempo depois o seu famoso ensaio de Proust. Samuel Beckett viveu entre Dublin, Londres e Paris durante alguns anos até, em 1937, finalmente se estabelecer em Paris. Foi ali que, no inicio da Segunda Guerra Mundial, Beckett juntou-se à Resistência Francesa, acompanhado de sua esposa Suzanne Deschevaux-Dusmenoil e refugiou-se no sul da França, onde continuou escrevendo a novela “Watt”. A partir de então, Samuel abandona o inglês para escrever suas obras em francês e inicia aqueles que serão seus anos mais produtivos.

Em 1953 estréia “Waiting for Godot, a peça que trouxe reconhecimento público ao escritor tanto dentro quanto fora da França. Em 1969 Samuel Beckett é premiado com o Nobel de Literatura e, de 1970 em diante, começa sua fase menos produtiva, mas ainda com alguns projetos na televisão e no teatro.

Em 1986 o poeta começa a ficar gravemente doente e, no final de 1989, vem a falecer, apenas 5 meses depois de sua esposa.

 

Fontes:

http://www.bienalmercosul.art.br/7bienalmercosul/en/samuel-beckett

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_do_absurdo

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Revolução cultural

O século XX se caracterizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, descobertas científicas e conquistas da civilização. Eric Hobsbawm, no livro “A Era dos Extremos” aborda a questão da revolução cultural, nesse mesmo período, e como ela se desenvolveu nas sociedades.

O que antes eram padrões, agora se tinha maior liberdade para incluir-se fora deles. O número de divórcios aumentou consideravelmente, as mulheres obtiveram mais liberdade e muitas delas tornaram-se mães solteiras. Todas essas mudanças afetaram a estrutura familiar e tornaram coisas até então proibidas, pela religião e pela moral, aceitáveis.

Segundo Hobsbawm, “Se o divórcio indicava uma crise nas relações entre os sexos, o aumento de uma cultura juvenil extraordinariamente forte indicava uma profunda mudança nas relações entre as gerações.”. A juventude, acima de tudo, significava um mercado global de disseminação de ideias e comportamentos. Isso fez com que a indústria fonográfica tivesse um grande crescimento através do rock, que vendias seus discos quase inteiramente a clientes entre 14 e 25 anos.

A rapidez das mudanças tecnológicas dava a juventude uma grande vantagem sobre a geração de adultos ou aos menos adaptáveis a tais mudanças. “O que os filhos podiam aprender com os pais tornou-se menos óbvio do que o que os pais não sabiam e os filhos sim. Inverteram-se os papéis das gerações.” – Disse Hobsbawm. A cultura jovem se tornou a matriz dessa revolução.

Surgem, por fim, inseguranças quando um velho hábito perde a sua razão, mas cada vez mais os comportamentos considerados “padronizados” estão sendo derrubados. Assim, a revolução cultural pode ser entendida como o rompimento de padrões e comportamentos esperados pelas pessoas, “seus papéis eram prescritos, embora nem sempre escritos”.

Análise do texto “Revolução cultural” de Eric Hobsbawm, do livro “A Era dos Extremos” p. 314 à 333.

Rouxinol brasileiro

Como atividade de indicação dessa semana, deixo para vocês o blog da Mariana Bolsoni, que fala da cantora Dalva de Oliveira.

Depois de conhecê-la melhor, fui até o youtube para ouvir alguns dos seus sucessos e me encantei com a música “Hino ao Amor”. Já havia ouvido ela na voz da cantora Maysa e me admirei mais ainda ao ouvir na voz de Dalva.

Passem lá e conheçam toda a história da cantora:

http://uncoverart.wordpress.com/

Das Cabinet des Dr. Caligari

O expressionismo alemão, estilo cinematográfico dos anos 20, se estendeu por quase todas as artes: no cinema, no teatro, na pintura até na literatura e na dança. Buscavam uma posição contrária ao mundo que surgia com a primeira guerra mundial e acima de tudo pretendiam mostrar que o sentimento tinha mais valor que a razão.

Como precursor do movimento no cinema, o filme “O Gabinete do Dr. Caligari” (1919), de Robert Wiene (1881-1938), nos mostra as principais características do Expressionismo.

Os ângulos das câmeras são desproporcionais, os atores fazem gestos marcantes e usam maquiagem exagerada, as sombras fazem formas esquisitas e buscam um retorno aos temas góticos. Tudo isso são características de um cinema mais misterioso e de um filme que é considerado o primeiro do gênero terror.

Os cenários foram feitos de madeira, papel e tecido e as sombras foram pintadas por pintores também expressionistas, Walter Reimann e Walter Rohrig, e pelo cenógrafo Hermann Warm. Estes cenários ainda existem e podem ser encontrados no Museu do Cinema Henri Langlois, em Paris.

“O Gabinete do Dr. Caligari” teve grande influência pelo mundo e até hoje é referência para vários nomes do cinema. Um exemplo é Tim Burton, que usa as mesmas características dos temas sombrios, cenários tortos e maquiagem forte, e, além disso, caracterizam histórias em quadrinho de terror.

O filme completo você pode ver aqui:

Anos de ouro

Nas décadas de 40 e 50, auge da era do rádio no Brasil, surge duas musas capazes de gerar até rivalidade entre seus fãs: Marlene e Emilinha Borba.

Marlene, nascida com o nome de Victória Bonaiutti de Martino, começou sua carreira na rádio Tupi e, para esconder de sua família que não aprovava o envolvimento na carreira artística, escondeu sua verdadeira identidade.

Com a desaprovação de sua família, ela foi para o Rio de Janeiro e começou a cantar em um cassino e depois em uma boate, mas foi no rádio que ela conseguiu sucesso.

Emilinha Borba, também contrariando um pouco a vontade de sua mãe, ainda menina apresentava-se em diversos programas de auditório e de calouros.

Cantando de rádio em rádio daquela época, formou a dupla “As Moreninhas”, juntamente com Bidú Reis, porém, a dupla duraria pouco e Emilinha passou a cantar sozinha e foi contratada de Imediato pela Rádio Mayrink Veiga. Mas foi na Rádio Nacional, em 1942, que ela alcançou o auge de sua carreira.

As Rainhas do Rádio

Emilinha Borba era, nessa época, a maior estrela da Rádio Nacional e também vencedora por anos consecutivos do concurso Rainha do Rádio.

No ano de 1949, Emilinha mais uma vez era dada como vencedora desde o início do concurso, porém, quem ganhou de forma espetacular foi Marlene. Esta recebia o apoio da empresa Companhia Antarctica Paulista, que estava prestes a lançar um novo produto no mercado e, com a popularidade do concurso, pretendia usar a imagem de Marlene como propaganda. Em troca, ela ganhou um cheque em branco, para que pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Marlene foi eleita com mais de 500.000 votos, Ademilde Fonseca ficou em segundo lugar e Emilinha em terceiro. Assim, originou-se uma grande rivalidade entre os fãs das duas cantoras, que, na verdade, gerou uma grandiosa popularidade para ambas as cantoras pelo país.

Confira abaixo as famosas marchinhas nas vozes das musas:

Emilinha Borba

Marlene

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marlene_(cantora)

http://www.emilinhaborba.com.br/ebbio2.htm

The Duke

Hoje, minha indicação musical me fez conhecer um cantor fabuloso. No blog da colega Ohana, ouvi a música “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got That Swing)” do cantor Duke Ellington e adorei!

Acompanhado por uma orquestra sensacional, a música da até vontade de dançar, de tão envolvente.

Confiram a biografia do cantor no blog dela! http://partedocontexto.wordpress.com/

Marcel Duchamp

Artista francês, Marcel Duchamp (1887-1968) é uma das mais importantes e influentes figuras da arte moderna. É também o introdutor da idéia de ready made como objeto de arte. O artista é conhecido por “antes e depois de sua arte”, visto o quanto foi revolucionário e visionário. Com grande inspiração expressionista, impressionista e cubista, suas obras foram tidas muitas vezes como “anticriações”. O quadro Nu descendo a escada, que tem a ideia de uma pessoa descendo uma escada, foi duramente criticado pelos artistas cubistas da época, por considerar-se profundamente irônico às propostas mostradas por eles. É, portanto, como escultor que Duchamp conseguiu grande fama.

Com Duchamp também nasceu a idéia de que uma obra necessita da interpretação do espectador e, sem ela, não está completa. Ele não se satisfazia mais em ter suas obras apenas para admiração visual: queria estimular uma troca de interpretações com o admirador de suas peças.

O artista mostra que suas peças não tem o objetivo de mostrar beleza. Estava interessado em colocar uma coisa já existente à disposição das pessoas enxergarem de outra forma: Aí estão os ready made.


Duchamp foi o pioneiro na arte dos ready made, que é um objeto, primeiramente não artístico, transferido para as artes. Ao invés de trabalhá-los, o artista colocava um objeto que antes não tinha nenhum valor artístico e, “já prontos”, os exibia como suas obras.

Duchamp afirmaria mais tarde que “será arte tudo o que eu disser que é arte”, ou seja, tudo o que consideramos arte até hoje só assim é chamada porque alguém disse.  Assim, um urinol ou uma roda de bicicleta também seriam considerados arte, já que foram propostos novos modos de olhá-los.

Marcel Duchamp deixou um legado gigantesco, influências para o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo abstrato, entre outros. Muito do que vemos na arte de hoje tem características herdadas do artista e acredito que ainda o veremos como influenciador por muitos anos.